Tema: “Fraternidade e Tráfico Humano”
Lema: “É para a liberdade
que Cristo nos libertou”.
Em 2014, a Campanha da
Fraternidade terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, cujo lema será: “É
para a liberdade que Cristo nos libertou”.
A escolha do tema surgiu com a
proposta dos Grupos de Trabalhos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de
Combate ao Trabalho Escravo, junto à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e
a entidades ligadas à Pastoral da Mobilidade Humana.
A situação do tráfico humano
no país e no mundo é alarmante: a Organização Internacional do Trabalho (OIT)
atenta para o aumento de vítimas do tráfico humano, do trabalho forçado e do
tráfico para a exploração sexual. De acordo como site da Organização das Nações
Unidas (ONU), no Brasil, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de
vítimas por ano, incluindo homens, mulheres e crianças, mas principalmente
pessoas vulneráveis e carentes – psicologicamente e de recursos.
SIGNIFICADO DO CARTAZ DA
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
1-O cartaz da Campanha da
Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas
e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs
traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que
sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora
vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o
projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser
humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do
cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a
solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e
envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e
apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se
nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de
morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos
libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as
presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte
inferior.
4-A maioria das pessoas
traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes
criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com
enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes,
mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades
contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).

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