Modelo de missionário, José de
Anchieta, transbordou o vigor da sua juventude ofertando a sua vida pela
evangelização no Brasil. Abraçou sua vocação e fecundou em nossa nação os
valores do ‘amar e servir’, lema que inspirou Santo Inácio de Loyola a fundar a
companhia de Jesus.
Esse é o legado deixado pelo
jovem Jose de Anchieta, pelo seu sim gratuito à evangelização, podemos enxergar
até os dias de hoje, nas mais representativas obras sociais, que serviram e que
ainda servem como uma ação concreta pela inclusão social dos mais
desfavorecidos. Um jovem que acreditou no seu chamado para salvar almas,
mostrou que além das mais variadas iniciativas de evangelização, vigente em sua
época, era preciso mudar as realidades sociais vividas.
O Papa Francisco assinou o
decreto de canonização nesta quinta-feira, 3 de abril, depois de ter adiado em
um dia a data prevista. Mas o significado deste ato é colocar à tona que um
jovem com apenas 19 anos reconfigurou as relações interpessoais dos portugueses
com os indígenas no período infeliz da colonização portuguesa.
Na homilia da missa de
homenagem ao Santo canonizado, Dom Orani descreveu que “é impossível escrever a
história do Brasil sem a presença de José de Anchieta”. Ele lembrou que a
atuação de José de Anchieta estava diretamente ligada aos episódios de fundação
das cidades, pacificação de conflito com indígenas, o legado dos escritos
literários e os mais variados programas culturais, as fundações de casas de
saúde com as Santas Casas de Misericórdia e tantas outras intervenções ligados
a educação na construção do Brasil.
“Naquele jovem agia o Senhor e por causa da fé
entrou na companhia e aceitou a vinda para cá, trabalhou incansavelmente e como
evangelizador, soube aproveitar o teatro, a música as tradições para isso.
Buscou inculturar-se”, afirmou o Cardeal Arcebispo
Um jovem que fez diferença é
espelho e referencia para uma juventude que surge em nossa contemporaneidade
com desejo revolucionário de mudanças.
Assim como o jovem José Anchieta, somos chamados a ir em missão, para
assim mudar o mundo e mudar as diversas realidades de mortes que envolvem as
mais diversas juventudes.
*
Walmyr Júnior Integra a Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro
A CANONIZAÇÃO
O padre José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, é canonizado sem os dois milagres geralmente necessários; um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de “canonização equipolente” (equivalente), pois ela equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa falecida se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra.
O processo de Anchieta teve início em 1597, ano
de sua morte e se arrasta há 417 anos. Houve muitos percalços, incluindo
dificuldades financeiras e até a supressão da Companhia de Jesus em 1773. No
entanto, recentemente, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos,
cardeal Angelo Amato, vislumbrou a possibilidade de se mudar de estratégia, com
a canonização equipolente.
Na canonização equipolente deve-se
ater a três requisitos básicos: 1) a prova do culto antigo ao candidato a
santo, 2) o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do
candidato, 3) a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo
candidato. Destarte, pe. Anchieta preenche sobejamente as três condições. Com
efeito, são inúmeros os milagres e graças atribuídos à intercessão dele.
Veneram-no como bem-aventurado (que está no céu) gente de São Paulo
e fiéis do Brasil todo, bem como Ilhas Canárias, local onde Anchieta nasceu.
A canonização de José de Anchieta
é um acontecimento social e religioso. Da mesma forma que a Companhia de Jesus se expandiu avassaladoramente em
pouquíssimo tempo, São Paulo progrediu miraculosamente, talvez graças ao toque
inicial dos jesuitas São José de Anchieta e padre Manoel da Nobrega."
Equipe do Evangelho Quotidiano.

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