sexta-feira, 4 de abril de 2014

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA


Modelo de missionário, José de Anchieta, transbordou o vigor da sua juventude ofertando a sua vida pela evangelização no Brasil. Abraçou sua vocação e fecundou em nossa nação os valores do ‘amar e servir’, lema que inspirou Santo Inácio de Loyola a fundar a companhia de Jesus.
Esse é o legado deixado pelo jovem Jose de Anchieta, pelo seu sim gratuito à evangelização, podemos enxergar até os dias de hoje, nas mais representativas obras sociais, que serviram e que ainda servem como uma ação concreta pela inclusão social dos mais desfavorecidos. Um jovem que acreditou no seu chamado para salvar almas, mostrou que além das mais variadas iniciativas de evangelização, vigente em sua época, era preciso mudar as realidades sociais vividas.

O Papa Francisco assinou o decreto de canonização nesta quinta-feira, 3 de abril, depois de ter adiado em um dia a data prevista. Mas o significado deste ato é colocar à tona que um jovem com apenas 19 anos reconfigurou as relações interpessoais dos portugueses com os indígenas no período infeliz da colonização portuguesa.
Na homilia da missa de homenagem ao Santo canonizado, Dom Orani descreveu que “é impossível escrever a história do Brasil sem a presença de José de Anchieta”. Ele lembrou que a atuação de José de Anchieta estava diretamente ligada aos episódios de fundação das cidades, pacificação de conflito com indígenas, o legado dos escritos literários e os mais variados programas culturais, as fundações de casas de saúde com as Santas Casas de Misericórdia e tantas outras intervenções ligados a educação na construção do Brasil.
 “Naquele jovem agia o Senhor e por causa da fé entrou na companhia e aceitou a vinda para cá, trabalhou incansavelmente e como evangelizador, soube aproveitar o teatro, a música as tradições para isso. Buscou inculturar-se”, afirmou o Cardeal Arcebispo
Um jovem que fez diferença é espelho e referencia para uma juventude que surge em nossa contemporaneidade com desejo revolucionário de mudanças.  Assim como o jovem José Anchieta, somos chamados a ir em missão, para assim mudar o mundo e mudar as diversas realidades de mortes que envolvem as mais diversas juventudes.

* Walmyr Júnior Integra a Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro 

A CANONIZAÇÃO

O padre José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo,  é  canonizado sem os dois milagres geralmente necessários; um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de “canonização equipolente” (equivalente), pois ela equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa falecida se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra.
O processo de Anchieta teve início em 1597, ano de sua morte e se arrasta há 417 anos. Houve muitos percalços, incluindo dificuldades financeiras e até a supressão da Companhia de Jesus em 1773. No entanto, recentemente, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, vislumbrou a possibilidade de se mudar de estratégia, com a canonização equipolente.
Na canonização equipolente deve-se ater a três requisitos básicos: 1) a prova do culto antigo ao candidato a santo, 2) o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato, 3)  a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato. Destarte, pe. Anchieta preenche sobejamente as três condições. Com efeito, são inúmeros os milagres e graças atribuídos à intercessão dele. Veneram-no como bem-aventurado (que está no céu)  gente de São Paulo e fiéis do Brasil todo, bem como Ilhas Canárias, local onde Anchieta nasceu.
A canonização de José de Anchieta é um acontecimento social e religioso. Da mesma forma que a Companhia de Jesus se expandiu avassaladoramente em pouquíssimo tempo, São Paulo progrediu miraculosamente, talvez graças ao toque inicial dos jesuitas São José de Anchieta e padre Manoel da Nobrega."

Equipe do Evangelho Quotidiano.

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